Que eu possa ser

Por favor
Deixa eu ser eu, 
Com meus erros, meus defeitos, minhas manias mais toscas
Deixa eu roer as unhas, 
perder meu tempo no Instagram rindo, me distraindo (ou perdendo meu tempo como vc diz) minha mente turbulenta com postagens toscas, hilárias, geniais
Me deixa lavar a louça da janta amanhã de manhã 
Me deixa ler meus livros com títulos esquisitos que aparentemente não tem um bom conteúdo
Deixa eu ficar sem maquiagem 
Pendurar minha calcinhas no banheiro
Deixa eu acordar às 10 da manhã 
Por favor deixe que eu seja eu,
Mesmo que isso te soe errado
Inadequado
Meu juízo e tempo são diferentes do seu, eu sou feliz de outra maneira
Me satisfaço de outras maneiras
Que então eu deixo você jogar seus jogos
Falar com umas garotas estranhas nas redes sociais
Deixo você ficar vendo mulheres seminuas nas redes sociais
Deixo você ficar no celular em vez de conversar comigo 
Deixo você não fazer esforço pra me conhecer melhor
Deixo você fazer seus comentários machistas
Deixo você ser indiferente as minha dores emocionais 
Deixo você ir quando as coisas ficarem pesadas demais
Ou eu aceite sua partida quando voce decidir ir sem se importar
Afinal nem sempre a gente acerta
Quando temos que “deixar demais” sai do modo natural e fluido e torna-se incômodo
E se esvai,
E tudo bem a vida não pode parar
Agora podemos ser sem deixar de ser.

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Lucidez

E foi naquele instante que me vi dominada por uma intensa sede de poder.

Sabia que podia, que era maior que toda aquela mediocridade que me cercava, melhor que todo aquele pensamento auto destrutivo, de pequenez.

Tendo em vista meus inúmeros fracassos, me perdi em meio às derrotas, às vezes inquietantes que me diziam que eu não podia.

Foi então que agradeci por cada merda que eu vivi, elas me trouxeram até aqui, não há aprendizado sem fracasso ou dor.

O sofrimento me acompanhou vida afora, eu sem saber permiti que ele tivesse força e voz.

Caminhei por tentações e vícios, me vi dominada pelo anseio de ser aceita, mesmo não querendo, não aceitando que era aquilo que eu estava inconscientemente fazendo, tentando me adequar em algum grupo, lugar, vida.

Me entorpeci de homens, seus fluidos, seus prazeres, que por vezes foram meus também, me preenchi de vazios alheios.

Adormeci dentro de mim mesma, por anos.

Não preciso da aceitação do outro, preciso me auto aceitar, ser feliz com aquilo que tenho e sou.

Eu, dotada de anseios, ambiciosa, querendo mais, melhor, maior, algo que transcede o meu eu, desafios, mostrar enfim todo meu poder.

O poder de ser mulher, o poder de ser feminina, o poder de ser forte, o poder de ser mãe, o poder de ser melhor que minhas limitações, o poder de superar, o poder ser ser única, de ser diferente em meio a tantos meio termos, em meio a tanta gente morna. Defender aquilo que acredito, mesmo que isso fira a opinião do outro, defender a minha verdade, a minha vontade, o meu poder.

Deixo o passado de fracassos para trás, lá de trás eu quero somente impulso e meu eu foda de volta, as minhas fraquezas deixo pra lá, elas só pesam.

E então, me despi do meu passado para dar lugar ao presente, para o futuro, abrir caminhos, abrir espaços, limpar a alma e a mente.

Deixando de viver esperando, começando a viver fazendo.

O tempo não para, mas eu parei por anos, cansei disso, decidi caminhar junto com o tempo, fazendo acontecer, criando novas histórias, trilhando novos caminhos, mais reais, mais felizes, mais eu.

E quando o medo bater, a dificuldade assolar, sorria e lembre-se que tudo é passageiro, isso não define quem você é. Não deixe que interfiram

Mudando de assunto…

A vida muda, somos seres em constante mudança e diria que eu sou alguém com uma intensidade um pouco maior.a um texto totalmente fora do contexto escrito ate então.

Então lá vamos nós aos devaneios…

Uma noite escura nada se via além do brilho da lua em meio as nuvens. Mais uma vez ela se via perdida sem rumo de olhos fechados imaginando as ondas batendo nas pedras ao longe querendo fugir da realidade dolorosa que a acometia, algumas miligramas de Rivotril pra manter a mente um pouco menos agitada e pra manter um torpor que dava uma sensação boa

Ela gostava de se sentir entorpecida, na verdade ela queria mais, queria que toda a dor e traumas sumissem depois de uma boa noite de sono.

Ela não gostava da realidade, da vida, das escolhas, das pessoas. Vivia em constante conflito, nunca sentia que estava certa, nunca estava estável.

Ah o maior sonho dela? Era ser normal, psicologicamente estável, emocionalmente forte.

Ela então tomou 3 cartelas de Rivotril aos poucos talvez por isso não tenha causado o mesmo efeito que em 2017, ela queria dormir dias, até sua dor sumir se entorpecer era uma maneira de esquecer a dor mesmo que por alguns momentos, pra ela é difícil enfrentar, por alguma razão ainda desconhecida ela não lida muito bem com conflitos, interessante que é oque ela mais tem, principalmente interiormente.

Se sente só, insatisfeita sempre, nunca nada é suficiente, talvez por 1 semana ou um pouco mais, só que depois torna-se o caos, já ouviu dizer de um amigo próximo que tanto se acostumou que não sabe mais viver sem o caos e que tem a necessidade de administrá-lo. Não sabe oque é viver em paz, feliz, satisfeita. Na verdade não se lembra se isso um dia ocorreu, já que na mente estranha dela as coisas simplesmente se apagam sem ela querer.

Penso que esteja vivendo de forma errada, pelos caminhos errados, escolhendo pessoas e coisas e trabalhos errados, sinto que em algum momento foi condicionada a isso e ali ficou presa, talvez não tenha enxergado, talvez até tenha, mas não sabe como sair.

Um dia poderá ela ser quem realmente é?

Ou ela já é, e queria ser outra pessoa?

Afinal que paranauê é esse? – parte 1

Ha alguns meses mergulhei no questionamento de pontos importantes da minha vida ( e creio eu na vida de muitas pessoas ), um desses pontos: Religião.
Comecei a questionar se realmente fazia sentido, se realmente eu acreditava, se de fato eu tinha fé naquilo.
Um questionamento gera outro questionamento e assim vai longe.…
1° questionamento: o que é religiao?
Dentre vaaaárias definições, a que para mim faz mais sentido no âmbito religiao em divindades e misticismos foi: Sistema de doutrinas, crenças e práticas rituais próprias de um grupo social, estabelecido segundo uma determinada concepção de divindade e da sua relação com o homem; fé, culto;

A partir disto, questionei: 2° como funcionava o conjunto de doutrinas e crenças da qual eu até então fazia parte: Budismo Nitiren (Não é uma crítica, de forma alguma, é um questionamento pessoal, não crítica!!!)

Primeiramente gostaria de pontuar que sempre tive a concepção que nao existe religião certa ou errada, existe a religiao que voce se identifica, que faz sentido pra você – logo, 3° se nao existe religiao certa, oque me leva a ter/praticar as doutrinas e crenças estabelecidas pelo Budismo?

Cheguei a conclusão que religião é feita por homens para os homens, então obviamente sempre existirão explicações pra questionamentos que se oponham a essa ou a aquela religião.

Pois bem, eu não concordo em como as religiões são formadas e como elas funcionam. Portanto seguir rituais, doutrinas e crenças pré estabelecidas por outras pessoas não faz nenhum sentido pra mim.

4° Mas religião e fé são a mesma coisa?
Não. Estao interligadas mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa: ” A religião é uma maneira institucionalizada para se praticar a fé, por meio de regras específicas e dogmas. Já a fé é algo pessoal, ligado à espiritualidade, à busca para compreender as respostas a grandes questões sobre a vida, o Universo e tudo mais. Isso pode ou não levar a rituais religiosos. “( trecho retirado de uma matéria da revista super interessante de 2014)

Portanto aquilo que eu sempre tive pra mim como verdade – Nao existe religião certa ou errada, existe a que voce se identifica , que faz sentido pra voce – é real.

Aquela tal humanidade

Vamos falar de Humanidade?
Pra falar de humanidade primeiro vamos à definição:

HUMANO
adjetivo
1. relativo ao homem ou próprio de sua natureza.
“fraquezas ou virtudes h.”

2. composto por homens.
“raça h.”

HUMANIDADE
substantivo feminino

1. conjunto de características específicas à natureza humana.
“a animalidade e a h. residem igualmente no homem”

2. sentimento de bondade, benevolência, em relação aos semelhantes, ou de compaixão, piedade, em relação aos desfavorecidos.

– O ser humano para a Filosofia
Do ponto de vista filosófico, o serhumano é caracterizado como um ser vivo racional, capaz de ser uma unidade e uma totalidade ao mesmo tempo, enquanto matéria. … Já do ponto de vista sociológico, o serhumano é aquele indivíduo que é capaz de viver em sociabilidade com os demais.
*********

O que está acontecendo com a humanidade? Se é que ainda podemos assim chamá-la.
Há pouco se foram as 1° e 2° Guerras mundiais, doenças, pestes, fome controladas, mas na ausência delas algo vem para substituir(ou só mudar de forma?!). O ódio e a desigualdade ainda pairam vivos no ar. Diante de tanto progresso, principalmente tecnológico, o mal do ser humano permanece ali pré – historico, em muitas pessoas nada mudou.
É triste e desesperador ver a que ponto chegamos, ao passo que temos cada vez mais voz, mais nos destruímos e a tudo que conhecemos, culpabilizando o mal que fazem às causas, movimentos, coisas…
A verdade é que vivemos mais e para consumir e satisfazer nossas “necessidades”( por vezes nem necessária é de fato) a qualquer custo, vale até matar, matar a natureza, os princípios, as pessoas….

Se ainda há esperança? Ingenuamente creio que sim.
Nossas crianças são a personificação das esperanças. Mas o futuro da humanidade pode ainda ser salvo afinal? Ja que, quem educa essas crianças está doente e carente da tal humanidade.
Me resta fazer minha parte, ensinando aos meus filhos a respeitarem toda forma de vida e toda forma de viver a terem o minimo de humanidade.
E você ainda tem humanidade?

Terapia em grupo

Experiencia 1
Querido diário aberto ao público, a seguir narrarei minha minha sessão de terapia em grupo:
5 pessoas a contar comigo, todas mulheres (fator a ser considerado? Não sei.)
Claramente eu era a mais jovem naquela sessão, estava ali ouvindo pessoas com mais anos de vida e de sofrimento. Confesso que fiquei menos culpada com a minha situação ao saber que não estou só nessa.
No grupo 2 das mulheres já tinham passado pela mesma fobia que eu (salientando que a definição Ergofobia, o psicólogo que conduzia a terapia desconhecia).
Ouvi tambem relatos de sofrimento por perda de filho (ainda vivo), solidão, frustração…
Relatos que me fizeram mais forte de alguma forma. Que me deram munição para combater os julgamentos e criticas, tais que elas ja sofreram também.
Saber que você não é o unico a ter determinado problema, é como se dividisse ele: mais pessoas, mais compreensão, mais força, menos dor.

Conclusões:
1.Ergofobia, o termo é pouco conhecido porém me pareceu algo que acontece com certa frequência (afinal de 5 pessoas presentes, 3 apresentaram tal fobia)
2. Essa fobia não se cura
3. Descobrir oque causa ela é o ponto chave para assim conseguir viver com ela, encontrando alternativas.
4. Voltarei para a experiencia 2.

Até mais!.

Ergofobia Não É Frescurite

“Ah mas não existe isso, é frescura, é desculpinha pra não trabalhar… bla bla bla”
Possivelmente é esse o pensamento sobre essa fobia né?
Mas antes de julgar vamos pensar comigo, (baseado em fatos reais. Em mim mesma, no caso)
O ser trabalha desde os 15 anos, sempre trabalhou, seu objetivo na vida é nunca mais depender de ninguém, de ser totalmente independente e uma profissional de muito reconhecimento e sucesso.
Então porque raios ficar em casa sem trabalhar, dependendo da mãe como se fosse uma criança é bacana?
Nao faz sentido gente.
Ninguém deve julgar a dor do outro. Não sejam pessoinhas do mal

Ergofobia

Que raios é isso?

A ergofobia é uma fobia específica, caracterizada por um temor irracional e excessivo relacionado ao trabalho.
Alguns indivíduos podem experimentar sentimentos muito elevados de ansiedade quando vão trabalhar, assim como um medo intenso que os impede de não apenas executar suas tarefas corretamente, mas o fato de vir ao local de trabalho pode causar um exagero. desconforto.

Por que isso?

É uma consequência de uma experiência traumática que a pessoa se associa a um estímulo inicialmente neutro devido a um processo de condicionamento clássico.
Pode ser considerada uma fobia complexa que, por vezes, pode ser consequência de outros medos, por exemplo, por ter que fazer apresentações em público , o que seria bastante típico de fobia social.
Também pode acontecer que a pessoa que sofre o medo do trabalho ter um problema de auto-estima . Por exemplo, um indivíduo pode ficar tão preocupado porque acha que não conseguirá concluir suas tarefas com eficiência e acredita que seus colegas o odiarão por não cumprir os prazos de seu grupo de trabalho. Esse medo alimenta ainda mais a fobia e pode fazer com que a pessoa sinta medo intenso ao ir trabalhar.
Em resumo, as causas da ergofobia são:
Experiências traumáticas no trabalho, poe exemplo, tirar sarro dos colegas.
Personalidade ansiosa
Distúrbios do humor.
Outros medos, por exemplo, para ser rejeitado, para fazer apresentações, etc.
Fatores genéticos.

E como eu sei que sofro disso?

Ergofobia geralmente apresenta sintomas físicos, cognitivos e comportamentais :
Batimento cardíaco acelerado e aumento da frequência cardíaca.
Respiração rápida e sensação de asfixia.
Sudorese excessiva
Boca seca.
Ataques de pânico
Estômago chateado e dor de cabeça
Tensão muscular
Sensação de irrealidade
Angústia
Perda de concentração
Comportamentos evitativos

Como eu me curo?

Para superar esse transtorno é necessário ir ao psicólogo para que ele possa fazer um diagnóstico correto . Geralmente, a psicoterapia – (Terapia Cognitiva Comportamental tem se mostrado muito eficaz no tratamento de fobias, uma vez que inclui uma série de técnicas que ajudam a superar a patologia. Técnicas expositivas e dessensibilização sistemática)- será suficiente para superar essa condição. No entanto, em casos extremos, é possível que alguns medicamentos sejam usados ​​para ajudar a reduzir os sintomas ansiosos. Agora, o tratamento farmacológico deve sempre ser combinado com a terapia psicológica.

Pré Coisa

Há tempos convivo com uma sensação e/ou conjunto de sintomas que ate então eu encarava como um causador externo: local e/ou pessoas de trabalho.
Minha primeira lembrança relativa a essa sensação, me remete à vida escolar, mais precisamente aos 15/16 anos de idade.
Mas afinal que sensação e/ou conjunto de sintomas é esse?
É difícil por em palavras aquilo que se sente, mas bora la…
Uma angustia, tristeza profunda, desesperança, medo, insegurança, tudo isso misturado podem dar uma ideia aproximada do que sinto.
Na época que isso surgiu, creio que coincidiu com o inicio ao meu primeiro emprego, nao lembro ao certo, mas me recordo de caracterizar como a depressao do domingo a noite ou pré segunda feira, todo bendito domingo era a mesma coisa. Mas eu achava que tudo não passava de um medo totalmente sem fundamento.
Mas indo mais fundo no passado, recordo de sentir sensação semelhante bem antes do ensino medio, ou primeiro emprego. Lembro de associar esse sintoma a efeito colateral do remédio Plasil*, oque nao faz o menor sentido, a contar para que finalidade ele serve.
Entao digamos que essa coisa toda vem ha tempos.
Vamos avançar aos meus 19/20 anos de idade, momento do meu primeiro contato com um ansiolítico/antidepressivo, resultado de uma ida forçada ao psiquiatra, que minha mãe ao notar meu comportamento totalmente insano resolveu entao que eu precisava ser medicada.
Receitaram-me, Sertralina, remedio que me deu causou taquicardia, um dos efeitos colaterais possíveis, troquei entao para o Fluoxetina ou como é conhecido: Prozac*, este funcionou maravilhosamente bem. Na época eu trabalhava numa loja em shopping, lembro dessa sensação voltar e eu aumentar a dose do Prozac por conta propria indo de 1 comprimido para 4 comprimidos/dia, para tentar fazer essa sensação sumir, dai se iniciou uma relação amor/fuga com remédios controlados, e emagreci muito também.
Parei e voltei com a medicação durante as minhas duas gestações e por uma terceira vez devido a uma superdosagem de alguns medicamentos que tomei devido a uma crise. Nessa terceira vez notei uma mudança significativa no meu humor, mudaram de Prozac para Escitalopram, que me causava muita falta de ar, ou seja efeito colateral, então voltei ao Prozac e estou com ele até hoje. Nesse período de aproximadamente 10 anos, muitas coisa aconteceu na minha vida, mudanças significativas e nem tão legais assim.
Foram alguns empregos e a sensação permanecia, três empregos perdidos de certa forma por decorrência dessas sensações que causavam outras sensações e sintomas.
Hoje estou eu com quase 30 anos e recém desempregada, motivo? Crises de panico e/ou ansiedade no trabalho, faltar 2 dias no trabalho e verdades ditas
Foram anos lidando com isso e levando, afinal que porra é essa que nao faz o menor sentido? Preciso trabalhar.
Mas começou a afetar meu desempenho e minha auto estima e saude mental e fisica.
Cheguei no limite.
E procurando oque raios isso poderia ser, pesquiso no amigo Google: fobia no trabalho, como resultado: Ergobofia.